Países pobres são os mais atingidos pela fuga de cérebros, que chega a 89% do total de universitários.
Esses países, que dispõem de poucos investimentos para a educação, em especial para o nível superior, perdem, para os países ridos e em desenvolvimento, grande parte de sua mão de obra qualificada.
De fato é uma forma de financiar a formação de mão de obra para os países ricos, ou seja, é uma forma de transferência de capital humano para essas nações. E, nos países pobres, vários setores carecem de mão de obra qualificada.
Mas esse fluxo não é apenas entre países! No território brasileiro, por exemplo, há uma migração de cérebros dos estados mais pobres, como od do Nordeste e Norte, para os estados mais ricos, como São Paulo e Rio de Janeiro.
De fato é um processo de concentração e centralização de conhecimento e de mão de obra qualificada que reproduz as desigualdades territoriais e reproduz uma divisão territorial do trabalho desigual e perversa.
Entre as causas da saída de cérebros está a grande diferença de remuneração para trabalhadores de uma mesma área, mas que estão em países de níveis de desenvolvimento diferentes.
Reinaldo Tronto
27/10/2009

Nenhum comentário:
Postar um comentário